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domingo, 20 de janeiro de 2013

capitulo 8 da 2° temporada de gotta be you




Meg POV’s

Tá, raciocinando agora o plano não era lá essas coisas. Mas oque eu posso fazer? Somos três seres sem um pingo de criatividade para vingança.

– Vocês querem fazer isso quando? – perguntei á Josh e Zayn.

– Eu não sei, amanhã á noite a gente ia pra uma cidade próxima daqui e iriamos fazer um luau na praia, segundo Harry. – Zayn disse, dando de ombros.

– Zayn, amanhã de manhã eu to indo embora, lembra? Tenho outro show e depois volto pro Brasil.

– Você não pode voltar a morar aqui com Em? – Josh perguntou.

– Sinto muito, mas não. – falei e suspirei. – E agora?

– Pede á Simon pra adiar o show, pede á ele pro show ser depois de amanhã. – Zayn disse pensativo.

– Mas e se ele não deixar? – perguntei.

– Liga logo pra ele. – bufou.

Puta merda, e a preguiça?

– Zayn, já tá tarde. Deixa pra fazer isso depois. – falei meio que implorando.

– Anda Meg, para de preguiça. – ele disse e tacou o telefone pra mim. Liguei pra Simon.

– Alô?

– Oi Simon, tudo bem ai?

– Sim e você?

– Ótima, posso ficar aqui mais um dia e depois de amanhã faço show naquela cidade que iria fazer amanhã? – perguntei sendo um pouco direta demais.

– Uou. – pensou. – Tudo bem, irei dar um jeito. Mas porque isso?

– Preciso resolver umas coisas.

– Hm, olha lá. Não quero você metida em confusões.

– Parece meu pai, Simon. Que saco. – bufei. – Tchau.

– E ai? – Josh perguntou.

– Vou ficar. – falei sorrindo torto e eles comemoraram, tipo, muito.

Até que todo mundo entrou lá, vendo eles pulando em cima da cama e eu deitada no chão rindo.

– Oque é isso aqui? – Liam arqueou a sobrancelha.

Ouvimos um pigarreado, era Lou.

– Não me chamaram pra festa? – perguntou e rimos.

– Hm, nada demais. Certo? – Zayn disse e nos assentimos, tentando segurar o riso.

– Ok, oque querem fazer? Tipo, vocês sabem que ficaram enfiados aí por um bom tempo e já vai dar 2h da manhã, né? – Harry perguntou, se tacando num puf.

– Vamos ver um filme? – Em sugeriu.

– Por mim. – murmurei, dando de ombros.

Resolvemos então ver “10 coisas que odeio em você”. A ordem da sala ficou assim: Liam, Niall, eu, Lou, Harry, Zayn, Em e Josh.

Dei graças á Deus por não me botarem do lado de Harry, não ia aguentar ter aqueles efeitos de quando estou perto dele.

O filme foi legal, e logo botaram um de terror. Eu não estava prestando atenção, e toda vez que eu olhava pra tela, tomava um susto com a uma cara exorcizada, e acabava agarrando Lou ou Niall.

Mas em uma dessas, em vez de agarrar o Lou, eu agarrei o... Harry?

– My gosh. – murmurei. – Oque você tá fazendo aqui?

– Lou foi pegar mais pipoca. – sorriu zombeteiro. – Tá com medo, é?

– Não. – bufei. – Só tomei susto.

– Aham, sei. – ele disse irônico, e eu dei um peteleco em sua nuca, fazendo-o gemer de dor.

– Dá pros pombinhos calarem a boca? – Liam perguntou.

Mandei o dedo pra ele e Lou logo chegou, mantendo-me longe de Harry de novo. Acabei me encostando no ombro de Niall, e logo tudo ficou preto. Abri os olhos mais uma vez, ouvia vozes do filme e minha vista estava embaçada, deixei o sono tomar conta de mim e fechei meus olhos novamente.

Tive um sonho não muito agradável com Harry, mas resolvi ignorar. Acordei com Em cantarolando Glad You Came.

– Porque a cadela tá latindo, ai? – perguntei me espreguiçando.

– Vou dar um pulo no shopping, quer vir?

– Não tenho mais nada de interessante pra fazer mesmo. – dei de ombros e fui me vestir.

Roupa Meg: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=53586188

Roupa Em: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=53587228

Pegamos um táxi, e quando entramos nele estava tocando WMYB. E pra melhor, adivinha? Na parte de Harry.

Everyone else in the room can see it
(Todo mundo na sala pode perceber)
Everyone else but you
(Todo mundo, menos você)

– O senhor pode aumentar o som, por favor? – pediu aquela vadia que eu chamo de melhor amiga com um sorriso do tipo “oi, eu tenho trinta e dois dentes”.
O senhor aumentou. E eu suspirei.

Chegamos lá e tinham umas 9089028093820983019281209381923 fãs, oque foi meio tenso porque eu tinha acabado de acordar e não tinha comido nada... Traduzindo: mal humor. Paramos em algum lugar qualquer na praça de alimentação e eu comi alguma coisa.

– Agora podemos ir comprar nossas roupas? – Em perguntou quando acabei de comer.

– Oi? Como assim roupas? – perguntei, de certa forma incrédula.

– Ué, Zayn disse que hoje temos um luau. Ele não te avisou? – ela perguntou inocente, em quanto andávamos sem direção.

– Sim, mas pra que roupas Em? É só um luau! – falei.

– É, pode ser. – suspirou. – Mas não temos roupas, caso você não lembre não trouxemos muitas roupas. Falando nisso, como vou ficar aqui sem roupa?

– Eu volto e dou um jeito de te mandar as malas com suas roupas, mas enfim. – bufei.

– Tá, continuando. Como você vai? – perguntou.

– Ah, que seja. Você escolhe em quanto eu vou comprando umas capinhas pro meu bebê. – falei, indo em direção á loja de eletrônicos, deixando uma Em raivosa pra trás.

Escolhi um bando de capinhas, quando um ser escandaloso (que eu considero melhor amiga) entra pela loja.

– Meg, eu achei roupas perfeitas! – ela gritou, e logo arregalei os olhos quando uma garota me lançou um olhar tipo “você é a Meg? Corre”

– Sua vadia, vem. – falei á Em, e saímos correndo seguida pela garota, logo foi juntando um grupinho de garotas.

Corremos quase o shopping inteiro, até que um segurança fez o favor de mover suas patas e retirar as garotas de nossa cola.

– Foi mal. – Em encolheu os ombros, quando saíamos do shopping pelos fundos.

– Você tem problemas mentais? – bufei. – Deixa, já sei a resposta.

Rimos e pegamos outro táxi pra ir pra casa. Chegando lá encontramos um Josh sonolento vendo TV.

– Vem, deixa ele ai. – Em disse, subindo. – Tenho que te mostrar oque comprei.

Dei de ombros e segui ela.

– Mostre. – falei, me tacando na cama e ela foi tirando as coisas das sacolas.

– Pronto. – ela disse, batendo palminhas e eu fui ver.

– Sério Em? Salto? – olhei pra ela com cara de tipo “oi, vou te matar”.

– Não me culpa. – fez sinal de rendimento. – Eu não achei nenhum sapato que não fosse salto pra combinar com esse vestido.

– Então porque comprou esse vestido? – perguntei, calmamente. Não ligo muito pra roupa e sim pro fato de andar de salto em situações que poderia ir de chinelo, mas tudo bem.

– Porque depois de lá, vamos á uma balada. – ela disse.

– Como assim? Tenho que viajar de manhã! – falei indignada, eles escolheram sem me perguntar, qual é?

– Ah, para de ser chata. – dei a língua pra ela. – Vamos logo, to com fome.

– Você com fome? Que milagre é esse? – perguntei e levei uma almofada na cara. – Tá, eu também.

Não estávamos com muito saco de sair de novo, e acabamos por almoçar ali mesmo, os meninos estavam numa entrevista de TV e só iriam voltar uma hora antes do luau.

– Oque vamos almoçar? – Josh apareceu na cozinha.

– Sei lá, alguém aqui sabe cozinhar? Não, né? – Em perguntou.

– Eu sei. – sorri orgulhosa. – Miojo, serve?

Eles bufaram.

– Faz logo, então. – Josh disse.

– Tá, idiota. – murmurei.

Eles foram pra sala, em quanto eu cantarolava 7 Things.

– Hmmm, sete coisas que odeia em quem? – Josh chegou me zoando.

– Óbvio que é o Harryzinho dela. – Em chegou atrás dele, pulando nas costas do mesmo. Mandei um olhar matador á ela, que encolheu os ombros. – Só to falando a verdade.

– Não se pode mais cantar? Que coisa chata. – bufei.

– Pode e deve! – Josh disse. – Você tem que me sustentar, oras.

– Há-há. – dei a língua pra ele, e servi o miojo. Eles me ajudaram a botar a mesa e ficamos ali, comendo e conversando.

– Hmmmmm, comida! – Niall chegou na cozinha.

Josh engoliu o seco, não ia muito com a cara dele, porque segundo ele “Niall quer roubar minha vadia de mim.” Mas enfim.

– Vocês não estavam em uma entrevista? – Em perguntou botando seu prato na pia.

– É, mas a gente não pode fazer porque Harry passou mal.

Eu, que estava bebendo suco engasguei.

– C-como ele tá? – perguntei me recuperando do susto.

– Melhorando, ele chegou e subiu. Disse que tava com a cabeça estourando e essas coisas.

– Hm, vou ver ele. – falei, larguei o prato na pia e subi.

– Olha lá ein, huuuuuum. – Josh gritou malicioso, e eu revirei os olhos.

Bati na porta do quarto de Harry, que murmurou um “Quem é?”.

– Eu. – falei, e ele mandou entrar. – Como você tá?

– Melhor, porque?

– Nada, ué. – dei de ombros. – Que bom então, melhoras.

Virei pra ir embora, mas Harry me puxou pela cintura, me fazendo cair em cima dele. Me abraçou e ficamos ali, abraçados.

– É bom te ter de novo... – mexeu em meu cabelo.

– Opa, opa... – sai de seus braços. – Amigos, lembra? Você tem Casey, um filho e...

– Como amiga. – sorriu torto, meio triste.

– Sim, agora eu vou descendo. Daqui a pouco tem o luau e não quero me atrasar pra levar bronca da chefona Em.

– Tudo bem, te vejo lá. – me deu um beijo na bochecha e eu fui.

– Meg, Meeeeg. – Louis passou por mim, me advertindo quando sai do quarto de Harry.

– Ah, vai tomar banho Lou. – falei, rindo.

– To indo! – gritou.

Entrei em nosso quarto e resolvi mexer no pc um pouco. Como já esperava, saíram fotos de nosso passeio ao Shopping e tal. Enfim, resolvi que iria fazer uma coisa diferente. Fechei o computador, depois de responder mentions e caminhei pra fora do quarto, não antes de ser interrogada por Josh.

– Onde vai, mula? – perguntou.

– Não te interessa, porque? – perguntei sorrindo travessa.

– Ih, já deu sua hora? Já vai rodar bolsinha? – perguntou, rindo com Em.

– Pior que sim. – fiz beicinho. – To até atrasada, tchau.

Sai de lá e fui em direção ao salão, e pedi oque queria.

Harry POV’s

Fui até o quarto de Meg, Em e Josh avisar pra se arrumarem porque daqui a pouco iremos estar saindo.

– Ih, mas Meg saiu. – Josh disse.

– Onde ela foi? – perguntei, de certa forma preocupado.

– Ela não disse... – Em deu de ombros. – Deve ter ido andar de skate, ou coisa do gênero.

– Vou ligar pra ela. – falei e fechei a porta, fui até meu quarto e disquei seu numero.

– Alô?

– Meg? Aonde você tá? – perguntei.

– Porque quer saber? Não posso falar agora. – ela disse, e logo uma mulher falou: - Você quer ele todo?

Meg murmurou alguma coisa pra mulher e voltou sua atenção ao telefone.

– Eu quero saber porque me importo. – falei.

– Tá, você vai ver quando eu chegar em casa. Eu já to indo, beijo.

Uns 15min depois, Meg entrou em casa, acredito eu porque ouvi o barulho da porta. Desci á procura dela, e quando cheguei, ela estava de costas, trancando a porta: Oh My God.

– Meg, você tá... – Lou ia dizendo, de boca aberta.

– Maravilhosa. – falei, chegando perto. Olhei de relance pra Lou, ele estava completamente caído por ela também, ela tava perfeita. Havia feito californiana azul em metade de seu cabelo.

– Nossa gente, é só tinta. – ela disse, e riu. Eu e Louis não falávamos uma palavra, estávamos babando.. – Tá, eu to com medo de vocês.

Depois disso, ela saiu correndo até seu quarto oque, de certa forma, nos fez acordar.

– Uou. – Lou disse.

– Tira o olho. – mandei um olhar matador.

– Ciúmes?

– Proteção.

– Idiota.

– Otário.

– Vacilão.

– Chato.

– Feio.

– Louco.

– Por você.

– Te amo, boo bear.

– Também, curly boy. – falou rindo e dando um tapa em minha cabeça.

Terminamos o momento “Larry Stylinson” e fomos nos vestir, mas antes de ir em meu quarto, curioso do jeito que sou ouvi a conversa de Meg e Em.

– Mas e se eu não conseguir? – perguntou Meg.

– Você consegue, é só se manter longe.

– Tudo bem. Ainda tem aquela história toda de gravidez falsa. – Meg disse e bufou.

Dei de ombros e subi para meu quarto. Quando estava escolhendo uma blusa me toquei: Gravidez falsa?

– Que foi, dude? – Zayn perguntou, entrando em meu quarto e vendo minha cara de wtf.

– Gravidez falsa? – perguntei.

Zayn fingiu tosse.

– Como assim?

– Ouvi a conversa de Meg com Em.

– Ah sim, é de uma... sabe... uma série. – ele se embolou. – Vimos ontem e... é, é isso.

– Ah sim. – fingi que tinha aceitado como resposta, só pra ele se mandar. Ele o fez e eu me vesti. Iria descobrir tudo isso essa noite.

Desci e só faltava Meg e Em.

– Andem! – Liam gritou, levando tapas na cabeça.

– Deixa elas demorarem, corno. – falei.

– É, elas vão ficar mais gatas. – Josh disse, sorrindo de canto. Zayn nem eu falamos nada, por mais que estivéssemos enciumados.

– Tenho que esperar a madame demora terminar de se arrumar. – Meg gritou.

– Desce você! – Niall gritou, de volta.

– Não – Em se pronunciou. – Deixa ela aqui.

Niall revirou os olhos, como se quisesse falar algo com Meg, hm. Enfim, logo ouvimos a porta sendo aberta e nos ajeitamos pra vê-las.

Meg POV’s

Fiquei esperando a madame sair do banheiro, quando a mesma saiu toda arrumada.

– Como estou? – perguntou dando uma voltinha.

– Linda. – revirei os olhos. – Mas pra que isso tudo?

– To pensando na balada que vai ter depois.

– Hm, que seja. Vamos? – perguntei e ela assentiu.

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Descemos as escadas e conversávamos em quanto isso.

– Não acredito que me fez vestir isso. – falei, bufando.

– Para de frescura, você vai ver.

– Ver oque? – perguntei arqueando a sobrancelha. Em sorriu como se indicasse “olha pra frente que você vai descobrir”. Me virei e os meninos só faltavam babar.

– Vamos? – Em perguntou, descendo e se juntando á Zayn.

– C-cla-c-claro. – Ele gaguejou, deixando mais que claro seu nervosismo.

Foi assim que Zayn se despertou, diferente dos outros meninos que me olhava atentamente. Pigarreei e terminei de descer as escadas.

– Bora. – falei saindo do campo de vista dos meninos, e seguimos até o carro deles.

Durou em torno de 30min pra chegar na cidade em que Harry falou. Chegando lá, havia a tal praia deserta, e acabada que não parecia muito uma praia.

– Bom, é aqui.

Os meninos pegaram coisas pra fazer uma fogueira, e deixamos pra tocar violão no final da noite, ficávamos trocando palavras apenas.

– Eu to com fome. – Niall reclamou, fazendo beicinho.

– Vamos, eu vou com você arranjar comida. – Liam disse, e foi com Niall e Lou á uma lanchonete qualquer.

Em e Zayn se dispersaram da gente, e acabou que ficamos eu, Josh e Harry nos olhando.

– Vem comigo? – Harry estendeu a mão. Hesitei, mas logo peguei sua mão e me deixei ser guiada por ele.

Ficamos em um tipo de pedra, que dava pra ver o mar, que vinha e ia através das ondas.

– Aqui é lindo. – sorri de canto.

– Pois é. – ele disse. – Hm, Meg.

– Oi? – me virei pra ele, o mesmo me encarava nos olhos. Aproximou nossos corpos e botou sua mão em minha nuca. – Não.

Abaixei a cabeça.

– Porque não? – ele tentava me seduzir, eu acho. E pelo jeito, estava conseguindo.

Dessa vez, tomei iniciativa e o beijei. Não sei se fiz certo, apenas sei que ele correspondeu.

– Harry, para! – falei, segurando as lágrimas.

– Porque não podemos ter algo escondido?

– Não quero ser sua amante, sua segunda opção. Harry, NÃO! – gritei e sai.

– Ei, Meg. – Zayn gritou e veio correndo me abraçar, vendo que eu tava meio tensa. E sussurrou em meu ouvido: - Vamos botar o plano em ação? Casey acabou de chegar.

– Já é. – falei, sorrindo maliciosa.

Era ali que tudo iria começar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

capitulo 7° da 2° temporada de gotta be you



Trilha sonora, aconselho á botar: http://www.youtube.com/watch?v=AnMP1oqPTto

Meg POV’s

Abri a porta de meu quarto com certa violência, entrei e tranquei a mesma. Tranquei as janelas, fechei as cortinas. Sai pegando tudo que era de vidro no quarto e tacando no chão.

– Filho da puta! – sussurrava á mim mesma. – Eu te odeio! Nunca vou te considerar pai.

– MEG? ABRE ESSA PORTA! – era Harry gritando do outro lado da porta.

– Vai embora! – gritei, já soluçando de chorar. Era chocante. Podia não ser tão chocante assim pra qualquer um, mas pra mim era! Quem gostaria de saber que seu pai praticamente matou sua mãe? Que ele a traia e matou ela pra ficar com a amante dele? Ninguém. Realmente: NINGUÉM.

Quebrei a última coisa de vidro, dessa vez em minhas mãos. Sentei em algum canto do quarto, apoiei minha cabeça nos joelhos e chorei. A dor do vidro cortando e penetrando em minha pele era grande, mas a dor dentro de mim era maior. Eu não entendo, realmente não entendo o porquê disso, porque ele fez isso.

Levantei e caminhei até a escrivaninha, peguei uma folha qualquer e uma caneta. Escrevi oque estava preso em mim, escrevi uma música, a minha música. Não era privadamente sobre oque me contaram, na verdade, era pra Harry, ou quase isso.

Taquei álcool em minha mão, não só pra curar, pra arder mesmo.

– Caralho. – fechei os olhos, deixando a dor penetrar em meu corpo. Quando já não sentia quase nada, lavei a mesma e enrolei gaze nela, assim ninguém iria ver nada.

Peguei meu violão que estava no fundo do quarto, e comecei a tocar/cantar a música.

I'm not the type to get my heart broken

I'm not the type to get upset and cry

Cause I never leave my heart open

Never hurts me say goodbye

Relationships don't get deep to me

Never got the whole in love thing

And someone can say they loved me truly

But at the time it don't mean a thing

Senti as lágrimas caindo sob meu violão e minha blusa, não me importei: Pelo menos estão saindo de mim. Meu telefone tocou, não liguei, essa merda não serve pra nada mesmo.

My mind is gone

I'm spinning round

And deep inside

My tears I'll drown

I'm loosing grip

What's happening?

I stray from love

This is how I feel

Oque aconteceu comigo? Me pergunto todos os dias, desde que conheci Harry e seu sorriso encantador. Fechei os olhos, deixando que caíssem mais lagrimas ao lembrar dele.

This time was diferente, felt like I was just a victim

And it cut me like a knife

When you walked out of my life

Now I'm in this condition

And I've got all the symptoms

Of a girl with a broken heart

But no matter what

You'll never see me cry

Terminei a música, não, ela não acabava ai... Mas tinha muita coisa pela frente. Deixei meu violão ali, e fechei meu caderno de músicas. Caminhei lentamente até o banheiro, preciso ir apresentável até a casa do filho da puta.

Meus olhos estavam inchados, de chorar e de cansaço. Haviam olheiras em volta deles, oque me tornava ainda mais horripilante se é possível. Minha boca estava vermelha e inchada, como se eu fosse uma vampira. Minhas bochechas vermelhas de raiva e meu cabelo completamente pra cima.

Dei um jeito de ficar um pouco melhor, e troquei de roupa, pra ir á casa dele.

Roupa Meg: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=53359389&.locale=pt-br

Sai voada da casa, pra evitar perguntas que são indesejáveis de se ter. Fui caminhando até a casa de meu pai, não era tão longe e eu não preciso mais de mimos. Botei meus fones, tocava Ramones. Sorri lembrando de Harry e logo o sorriso desapareceu lembrando de tudo que ele fez. Respirei fundo, 1, 2, 3... Esquecer Harry.

Logo cheguei na enorme casa, abri a porta, sem pedir licença ou tocar a campainha, afinal, tenho a chave e (infelizmente) sou da família.

– Meeeeeeeeg! – Sean correu pra me abraçar.

– E ai, pequeno monstro! – bati minhas mãos nas deles e nós rimos...

– Tudo bem grande monstra, oque ta fazendo aqui? – me perguntou, fazendo-me lembrar de tudo e engolir o seco.

– Preciso falar com Mike.

– Tudo bem, papai está lá em cima! – disse animado e sorriu de canto, coitado, mal sabe Sean quem é o “papai” dele, e por mim, não vai saber tão cedo, não quero ele machucado por ai.

– Vou lá, se cuida. – agachei e depositei um beijo no topo de sua cabeça, logo em seguida sai dali e subi as escadas. Era como se, cada degrau da escada fosse uma mágoa, uma decepção em minha vida, e aquilo não era legal, na verdade nada legal.

– Oi minha filha. – Mike disse, quando abri a porta de seu escritório, senti nojo, senti raiva ao ouvir sua voz. Não o respondi, só o encarei. – Oque faz aqui?

– Eu que o pergunto: OQUE FAZ AQUI? Você tinha que ter morrido. – era notável a raiva em minha voz. – Porque fez isso com mamãe? ERAMOS FELIZ, PORRA!

A esse ponto, eu gritava como nunca havia gritado.

– C-como assim? Como você soube?

– COMO ASSIM? – gritei, repetindo a pergunta dele. – COMO ASSIM QUE VOCÊ É UM CANALHA, NÃO SE DÁ AO RESPEITO DE SER UM HOMEM FIEL. VOCÊ MATOU NOSSA MÃE!

Quebrando tudo, eu deixava lágrimas rolarem e minha voz estava mais alta e mais falha, eu estava soltando oque estava preso em mim durante anos.

– Calma, eu posso explicar.

– Não, você não pode! – gritei com toda raiva possível. Não aguentei, cai em um canto do escritório, e repeti o gesto do quarto, ajeitei minha cabeça entre os joelhos e chorei. – Eu te odeio, EU TE ODEIO.

– Não fica assim... – ele disse, passando a mão em meus cabelos.

– ME LARGA, SEU NOJENTO! – sai de lá correndo. Sai da casa correndo. Sai do bairro correndo.

Sem me dar ao luxo de ir de carro, skate, ou coisa do gênero, corri até o cemitério. Por incrível que pareça, mamãe havia sido enterrada em Londres. Na verdade, ela era britânica, meu pai era o brasileiro. Respirei fundo, eles não deixam pessoas que estejam com raiva ou nervosas entrarem ali. Eram 22h30.

– Boa noite. – falei ao cara lá... – Quero ver o caixão de Lindsay Paterson.

– Tudo bem, venha comigo. – ele disse, me dando passagem para ir na frente. Era estranho estar ali. Não por ser um cemitério, mas sei lá, me da arrepios.

– Não precisa, já vim aqui antes. – disse e sorri de lado, lembrando de que vim aqui com Sean no dia das mães, na verdade ele implorou pra virmos e Mike não sabe disso até hoje.

– Sim senhorita, boa sorte. – ele disse simpático e se mandou, com razão. Se eu fosse a pessoa que cuida de cemitérios, ia tentar não me envolver com os defuntos.

– Oi mãe, sou eu aqui de novo. – falei, me sentando ao lado do caixão. – Faz um tempo que não a vejo, certo? Certo, infelizmente certo. Mas isso não impede de eu te amar, e rezar pra que tudo esteja bem com você todos os dias. Eu sinto falta, realmente sinto. – deixei uma lágrima cair. – Sinto falta de seus abraços, de seus carinhos, de seus mimos. Sinto falta de ser a garotinha feliz que era ao seu lado. – ri sozinha – lembra daquele apelido que você me deu? Era Bu, não era? Eu me lembro, era porque eu adorava dar sustos em você e em Mike. – suspirei. – Mike, eu não o considero pai, bem... não depois de saber oque ele fez com você (...)

Harry POV’s

Meg saiu varada daqui de casa, e eu obviamente fui atrás dela, sem que ela me notasse. Primeiro ela foi até a casa do Sr. Paterson, e depois ela foi caminhando até o... cemitério?

– Sim, senhor? – um cara do cemitério, bem simpático pelo jeito disse.

– Oi, é... boa noite. – arqueei a sobrancelha e ele riu, era visível meu medo daquele lugar. – Quero ir aonde a senhorita ali foi, você sabe me guiar?

– Sim, mas preciso do nome e do sobrenome do defunto.

– Sei o sobrenome. – disse. – Paterson.

Por mais que eu não soubesse da história, se ela foi em sua casa tinha a ver com a família. E se tinha a ver com a família, era Paterson. (n/a: Harry pensando, q isso ein).

Me aproximei, e ela falava com um defunto, não, quer dizer, com alguém de sua família.

– (...) e eu queria sim que o tempo voltasse á trás. Eu não queria que ele fizesse isso, eu queria que tudo estivesse perfeito como naquele dia em que fomos com Zayn á patinação. Eu lembro. – deixou uma lágrima cair, olhou pra baixo e continuou a falar. – Lembro de quando cheguei da casa de Zayn e você estava mal, muito mal. Eu queria te ajudar, queria te fazer bem, mas não deixavam eu falar com você! Eu te amo, mãe!

Ela soluçava, tipo, demais. Eu sabia que ela havia perdido a mãe, mas não sabia que tinha sido dolorosamente.

Não queria que ela me notasse ali, mas não aguentaria deixa-la assim. Me aproximei dela, e a abracei. E o melhor, ela correspondeu. Eu precisava disso tanto quanto ela. Minha blusa estava encharcada, e na verdade eu não ligo desde que tenha ela em meus braços.

– Shhh, calma. Eu to aqui contigo. Vai ficar tudo bem. – falei, acariciando seus cabelos.

Ela não disse nada, talvez ela queria mas não conseguiu, sei que continuamos ali até o cara simpático vir nos chamar porque já havia passado 1h de que estávamos ali.

Andávamos abraçados, Meg tinha sua cabeça encostada em meu ombro, e com minha mão eu acariciava seu ombro, passando meu braço por trás dela.

– Ei, vocês estão juntos? Oque estão fazendo aqui? – paparazzi nos cercaram.

– Não estamos juntos, somos apenas amigos. – falei, pedindo passagem. Eles abriram passagem, vendo que Meg estava mal. Botei Meg no carro, deitada no banco de trás e fui pra frente.

– Infelizmente. – Meg murmurou pra si mesma, quando eu estava fechando a porta, talvez para eu não ouvir. Mas felizmente ou infelizmente, eu ouvi.

Meg POV’s

Contar ou não contar? Harry precisa saber que é tudo mentira sobre a gravidez, mas eu não posso contar. Gustavo vai espalhar aquilo pra mídia. E agora?

– Oque foi? – Harry perguntou quando viu que eu estava levantando, com uma cara não muito boa.

– É, que... eu preciso falar uma coisa. – falei, decidida á contar.

– Fala. – ele disse, parando o carro.

– Érm... Obrigada! – falei, coçando a nuca. Eu não conseguiria contar, não mesmo. Preciso falar com alguém antes.

– Ah, de nada. Eu sempre vou estar com você, pequena. – ele disse sorrindo e automaticamente eu sorri junto.

Deu partida mais uma vez no carro, dessa vez direto pra sua casa. Iria dar meia noite e eu devia estar dormindo pra acordar cedo e arrumar minhas coisas, mas ta ok.

– Chegamos. – Harry pôs o carro na garagem e nós saltamos, do mesmo lado, oque possibilitou aos nossos corpos á se colarem.

– É, chegamos. – falei, sem sair dali. Eu sentia o calor de sua respiração, e com certeza ele sentia nervosismo na minha.

– Aham, chegamos... – ele disse, botou uma de suas mãos em minha cintura, minhas mãos foram parar em sua nuca. Dessa vez eu não iria sair, não mesmo. Logo iniciamos um beijo, Harry me encostou no carro e nos beijávamos calorosamente. Era um beijo selvagem e ao mesmo tempo romântico. Era mais um dos beijos malucos e perfeitos que Harry me dá.

– Acho melhor irmos. – falei, pausando o beijo e respirando fundo por ter ficado sem ar.

– Sim, vamos. – ele disse, sorrindo abobado.

Entramos em casa e todos estavam reunidos em casa, digamos, tensos.

– Aonde vocês estavam? – Lou disse e veio correndo nos abraçar.

– Eu quase morri, cadela! – Em disse e praticamente me enforcou.

– Olhem, vocês estão na tv! – Niall anunciou, chamando atenção e todos. E fomos sentar pra ver.

“Essa é para Directioners e Megantors – música de suspense -, vocês sabem oque aconteceu?

Bem, nosso querido Harry e nossa querida Megan foram pegos saindo juntos do cemitério agarradinhos. Sim, CE-MI-TÉ-RIO.. Estranho, não? Bem, iremos investigar e falaremos á vocês. Em quanto isso vejam as fotos”

Daí mostrou nossas fotos saindo do cemitério e tudo e tal, depois voltou ao programa.

“Pelo que vimos aqui, Styles seguiu Paterson até a casa de Mike Paterson, sim, o pai de Megan. E depois, Megan saiu correndo de lá até o cemitério, seguida pelo nosso galã. Mistério jogado á vocês, oque acham que aconteceu? Comentem em nosso twitter, site e blog!”

Oi? Ele me seguiu até a casa de Mike?

– Harry? – perguntei, arqueando a sobrancelha pra ele, ele havia entendido.

– Fiquei preocupado quando você saiu daquele jeito daqui. – ele disse, encolhendo os ombros. Todos soltaram um “awn”, eu, sorri boba e mandei todos calarem a boca mas tá ok.

– GENTE! – Liam gritou. – Como assim? Oque vocês foram fazer no cemitério?

Senti meu estômago embolar mil vezes, mas não falei.

– Deixa eles. – Niall disse e eu agradeci mil vezes, não só por isso, mas pela sugestão que ele deu.- Vamos comer?

– To dentro. – falei, e fui até a cozinha procurar alguma coisa... – Não tem nada.

– Vamos pedir Nando’s! – ele gritou e eu bati minha mão na dele, arrancando risadas de todos pela nossa obsessão pelo Nando’s (n/a: que tem a melhor comida do mundo, na moral...).

Pedimos Nando’s e comemos ali mesmo. A história da gravidez falsa estava me torturando, e Josh percebeu.

– Vou ali em cima rapidinho. – Josh anunciou e tossiu, mandando eu subir por indireta.

– Já venho, vou no banheiro. – falei e fui atrás dele. – Que foi?

– Desembucha logo, to sem tempo! – ele disse, fingindo que tava lixando as unhas e rimos. – Mas sério, eu que pergunto, oque houve?

– Preciso falar uma coisa... – suspirei e ele mandou começar, então eu comecei. – (...) bem, é basicamente isso.

– Mas qual é o segredo que você não pode falar e oque Gustavo vai espalhar?

– Ele vai espalhar que meu pai matou minha mãe porque tinha uma amante. – falei tudo rápido, saiu como jato, não iria ficar me torturando.

– E o segredo? – ele perguntou, ainda assustado pelo o que eu havia acabado de falar.

– É... – suspirei. – Casey não está grávida, é tipo, tudo mentira.

– OQUE? – Zayn perguntou, abrindo a porta.

– Ótimo. Estava ouvindo atrás da porta? – perguntei.

– Você não me conta mais nada. – deu de ombros.

– Você não pergunta mais nada. – murmurei e ele me deu a língua, arrancando risadas.

– E você precisa falar isso á Harry! Ele te ama e só tá com ela pela gravidez.

– Eu não posso falar. – dei de ombros.

– Porque? – ele perguntou.

– Você não tava ouvindo atrás da porta? – perguntei.

– Sim, mas só uma parte. – encolheu os ombros, e rimos.

Bem, contei tudo pra Zayn e o mesmo ficou boquiaberto e disposto á me ajudar.

Depois de um tempo, havíamos achado uma solução. Na verdade, era A solução.



sábado, 5 de janeiro de 2013

capitulo 6° da 2° temporada de gotta be you




Meg POV’s

– Ele estava comigo, algum problema? – perguntei, levantando uma das garrafas de cerveja. Como já disse, eu não estava sã, oque me deixava, digamos... barraqueira.

– Problemas sim, porque até onde eu sei, Harry é MEU noivo.

– Noivo? – todos perguntamos juntos, até Harry.

– Ou futuro noivo, que seja! – vadia bufou. – Estou carregando um filho dele, e isso basta.

– Carregando um filho dele e um espírito de puta também, né. – falei e Harry riu.

– Tá rindo de que, Hazza? – Casey perguntou.

– É que eu pensei isso hoje cedo. – ele disse, fazendo todos nós darmos gargalhadas.

– Eu não aguento mais! – Casey reclamou, disposta á me agredir.

Eu, como qualquer garota normal faria, parti pra cima dela, ia ficar na defesa mas ela ameaçou me dar um soco então eu...

– Não, Meg. Para, deixa Casey em paz. – Harry se botou na frente dela. E aquilo bastou.

Subi, e logo Josh apareceu ali, tentando me animar.

– Você lembra o nome da escola em que estudamos no Brasil?

– Claro que lembro. – bufei – MV1.

– Nossa, finalmente lembrou de alguma coisa, é porque eu...

– Ei! – retruquei, sem deixar ele terminar. – Eu sou boa em guardar coisas.

– Sério? – ele perguntou sarcástico. – Então diga, quando eu faço aniversário?

– 4 de Dezembro, puf! – falei, tentando parecer óbvia e torcendo pra ser verdade.

– 27 de Fevereiro. – bufou com o nariz.

– Tá, não sou boa em guardar coisas. – dei a língua pra ele.

– Achou mesmo que meu aniversário fosse á duas semanas atrás?

– Olha! – apontei pro mosquito, na tentativa de mudar de assunto. – Esse mosquito tem perninha vermelha, que foda.

Consegui mudar de assunto e logo me deu fome, fui até a cozinha pegar algo pra comer, não tinha ninguém lá nem na sala, oque tornava o lugar meio deserto. Na hora de voltar, eram muitas portas, por mais que já tenha frequentado esse lugar, não lembrava qual era o meu. “Que ótimo, Megan.” – pensei. – “Você não serve nem pra lembrar da porta do quarto”. Abri a primeira porta que me deu na mente, e encontrei a cena perfeita pra se ver agora –ironia-: Harry sem camisa, em sua cama.

– Oi? – perguntou.

– Errei a porta, foi mal. – ia fechando quando ele me chamou.

– Entra ai, temos que conversar, não acha? – perguntou.

– Na verdade, não acho não.

– Para de bobeira Meg, senta ai. – sentou-se na cama e apontou pra mesma.

Assenti com a cabeça e sentei um tanto quanto perto dele.

– Bem, acho que não é legal ficar esse clima tenso entre a gente. – resolvi me pronunciar.

– É... concordo. Podemos voltar á ser pelo menos amigos? – ele perguntou.

– Por mim. – dei de ombros, tentando esconder o sorriso e a lágrima que insistiam em aparecer. Sorrisos por, de certa forma, me resolver com ele. E lágrima por não ser do jeito que eu esperava. – Agora vou indo, até.

Mordi o lábio inferior sem que ele me visse, e fechei a porta com cuidado. Quando ia virar, dei de cara com Casey, oque provavelmente vai me fazer ter pesadelos.

– Oque estava fazendo ai?

– Relaxa, não estava dando pra Harry. Não sou vadia que nem você. – sorri sínica e conseguir achar meu quarto, depois de abrir o de Liam e Lou.

Resolvi dormir um pouco... Passei o resto da tarde dormindo, acordei, comi alguma coisa e voltei á dormir, dessa vez até o dia seguinte.

Que legal é acordar com dois seres gordos pulando em cima de você e falando “Acorda dorminhoca”.

– Olha só, caso vocês não tenham notado... – respirei fundo – EU JÁ ACORDEI.

– Ai nossa, tá bom. – Em resmungou. – Você vai fazer show aqui e em outra cidade ainda hoje, melhor levantar.

– Como assim? Não era só aqui? – perguntei me espreguiçando.

– Era baby, falou certo. – bufou. – Queria ficar aqui.

– Fica, ué. – falei óbvia. – Nossa casa ainda ta aí na esquina.

– Não vou deixar você sozinha no Brasil.

– Primeiro, eu tenho Josh. Segundo, para de frescura.

– Ele vai ficar aqui. – Em disse rápida.

– EM! – deu um soco nela e me olhou sem graça.

– Ah gente, para com isso. Vocês são livres! – sorri pra eles, demonstrando felicidades e eles me abraçaram. – Sem grude, vazem.

– Nossa, que meiga. – Josh ironizou e eu ri sarcástica, dando o dedo pra ele.

– To com fome. Vamos na Starbucks? – perguntei.

– Aham, ainda são 9h. – Em disse assustada. – Vamos em algum parque depois, sua audição é só 15h.

– Que seja, eu quero comida! – falei, e eles riram, mas eu permaneci séria: Era verdade, ué.

– Tá, vai trocar de roupa que a gente já ta pronto. – Josh disse descendo.

– Tá bom, pai. – falei ironica e ri. Peguei qualquer roupa de frio na mala e a vesti.

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Desci atrás deles, os mesmo conversavam com Niall e Zayn. Os dois foram com a gente até a Starbucks, e disseram que iriam no parque também, enfim, que seja.

Fomos caminhando até a Starbucks, que não era muito longe dali. Haviam paparazzi sim, mas não tantos quanto normalmente tem, oque de certa forma eu estranhei, eles devem estar chupando informações de outro famoso que anda por ai desprevenido.

– No que está pensando, Meg? – Niall se pôs á andar do meu lado, estávamos um pouco atrás dos outros. Senti flashes, mas ignorei.

– Na verdade eu to meio longe daqui. – sorri sem graça. – É melhor deixar pra lá, e você?

– Em comida. – falou, com um certo brilho nos olhos.

– Você nunca muda, não é mesmo? – perguntei, lhe dando um abraço de lado e rindo.

– Mas você gosta de mim assim, pode confessar. – disse convencido.

– Ih, tá muito convencidinho ein. – virei a cara. Niall me deu um beijo na bochecha e eu ri.

– Acontece que eu posso. – sussurro eu meu ouvido, pra parecer uma daquelas cenas de Hollywood em que o vilão diz pra mocinha e isso e aquilo.

– Ui, poderoso. – falei e rimos. Havíamos chegado na Starbucks, pedi meu frappuccino de sempre e murfins. Niall me acompanhou, Em e Zayn pediram qualquer coisa do gênero.

– Então, se comeram muito em quanto víamos pra cá? – Niall perguntou á Zayn.

– Muito engraçado você, Niall. – Em cortou ele, ironicamente.

– Sei que sou. – Disse, e jogou seus loiros cabelos pro lado oque me fez ter uma crise de risos.

Terminamos de comer e fomos andando até o parque também, ali era tudo mais ou menos perto, oque facilitava um pouco. Niall e Em inventaram de brincar de pega-pega, eu posso com isso? Enfim, deu no que deu. Deu que eu tropecei na frente de uma velhinha, que saiu correndo atrás de mim com uma bengala, gritando algo do tipo “Você vai ver, mocinha. Você vai ver!” e eu me escondi atrás de Zayn, até ela parar de me perseguir.

Ficamos rindo mais um pouco ali e conversando, comemos algodão doce e Harry disse que passaria ali com Louis e Liam pra nos buscar e nos levar direto á gravadora, pra minha audição e pra gravação de uma nova música deles.

Harry logo chegou ali, e parecia que estava á 2km por hora.

– Então, a gente tem que ir tão devagar Harold? – perguntou Louis.

– Verdade, você tá pior que Louis em WMYB. – Niall disse, debochando de Harry e Louis ao mesmo tempo.

– Cala boca, ou, me mandaram ir devagar, Meg você tem que me salvar desses chatos, eles sempre implicam com isso. – Lou dizia pra mim, totalmente vermelha de tanto rir.

– Mas foi você quem começou, Louis. Não posso fazer nada.

– TOOOOOOOOOOOOOOOOOOMA... – Ia berrando Zayn, quando Lou deu uma olhada séria pra ele. – TEEEEEEEEEEEEEE.

Ele terminou, fazendo todos nós rimos. “Aonde eu fui me meter?” pensei.

Chegamos lá e Simon nos esperava animadamente, me abraçou e tudo mais e foi direto ao ponto.

– Meg, audição. Meninos, gravação.

Sem muita enrolação, cada um foi pra seu rumo, e Em e Josh foram de táxi pra casa. Fiz a audição e ficou boa, fui me preparar pro primeiro show.

– Meg, espera! – Simon disse quando me viu indo embora.

– Fala.

– É só um show por hoje, informação errada.

– Tá. – dei de ombros. – Amanhã tem mais?

– Sim, amanhã tem o de outra cidade. E depois você tá livre.

– Poxa. – fiz biquinho. – Queria passar mais tempo com minhas fãs.

– A gente vê isso, agora corre garota.

Ri com os dois tapinhas que Simon deu em minhas costas, soou bem informal pra alguém como Simon.

Bem, fui até a casa dos meninos pegar minhas coisas pra ir pro local do show. Estava, de algum modo, ansiosa. Não sei, mas meu coração batia de outra maneira, com outro ritmo.

Enfim, fui com Lewis até o lugar do show, eu pedi pra ser algo simples, e na verdade, aquilo não tinha nada de simples, mas tudo bem.

Subi até meu camarim, e fui pegar a roupa do show. Era meio colorido, mas relevei. As meninas da produção disseram que tiveram um puta trabalho pra achar ele e tal.

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Respirei fundo três vezes, o show seria daqui á alguns minutos.

– Hey. – Harry entrou no camarim.

– Como conseguiu entrar aqui? – virei-me para ele, com certa confusão em minha face.

– Like a boss. – falou, tacando seus cabelos pro lado, como Niall fez. E me arrancando risadas. – Bem, vim desejar boa sorte e dizer que estarei vendo o show.

– Obrigada, eu acho. – falei meio sem graça.

– Mas eu ainda nem desejei! – ele disse indignado.

– Não? – perguntei confusa.

– Não oras, tem que ser com estilo. – ele disse, chegando mais perto. Logo nossas respirações se embolavam.

– Não, Harry. – abaixei a cabeça, e afastando-me dele. Não iria ser brinquedo dele, não de novo. – Sem essa, tá?

– Como assim? – perguntou, meio decepcionado e meio com raiva. – Não se lembra oque aconteceu ontem?

– Infelizmente sim, Harry. Mas eu estava bêbada! Você não pode me culpar. – aumentei o tom de voz, ela já estava um pouco falha, mas eu segurava a onda. – Só não quero repetir o mesmo erro duas vezes.

Ele de algum modo se sentiu magoado com aquilo, porque saiu meio cabisbaixo. Tentei não ligar mas toda hora vinha em minha mente a frase “Só não quero repetir o mesmo erro duas vezes...” á quem eu quero enganar? É claro que quero!

– Burra. – falei á mim mesma.

– Falando sozinha? – a garota da produção apareceu ali, e eu só ri. – Bem, vamos... Não temos tempo pra isso.

Subi no palco, com certo frio na barriga... Começaram a gritar meu nome e sinceramente? Parecia um sonho.

– Eaaaaaaaai meus e minhas megantors! – gritei, fazendo-os gritar mais ainda. – Estava morrendo de saudades, como vocês estão?

– Ahhhhhhhhhhhhh.- mais e mais gritos, soltei uma gargalhada e continuei.

– Vamos lá, então! – falei e o show começou... os meninos haviam aberto o show então na verdade eu só continuei, enfim, que seja.

Cantei algumas músicas e o povo já estava sem voz praticamente, e eu só sorria com a tal cena.

– É... Agora dá licença. – Lou apareceu no palco, seguido por Liam, Niall e Zayn. Sim, eu senti falta de Harry. Enfim, fiz cara de confusa e alguém me tirou do palco, no momento não vi quem era, devia ser mais um segurança. Fiquei á baixo do palco, tipo, vendo oque eles estavam aprontando. – E ai, megantors!

– E aaaaaaai. – os meninos falaram juntos. E Harry apareceu ali, me fazendo estremecer. Seu perfume chegava em mim, que isso hein...

– Oi Mengatoooooooooooooooors! – ele gritou, correndo pelo palco e passando á mão nas mãos dos meus megantors. – Não sei oque to fazendo aqui, mas ta ok.

– Cala a boca e senta, Harry. – Lou disse, arrancando gargalhadas de todos e apontando pra uma cadeira.

– Então gente. – Liam começou.

– Vocês sabem de Marry, né?

Quando ele pronunciou “Marry” minha barriga revirou, e todo mundo gritou/berrou/pulou/morreu... tá o último foi zoeira, mas foi bem isso.

– Tá, calmem! – Niall disse rindo, de certa forma ele parecia incomodado.

– Pois bem, vocês querem Marry de volta?

Preciso dizer oque o publico respondeu? O “sim” entrou no meu ouvido á jato.

– Então gritem conosco... Marry, Marry, Marry! – Zayn puxava o coro.

– EI! – tomei controle do show, subindo no palco e pegando o microfone. – Parou? Obrigada? Gente, isso é um show, não uma votação de casais! Parou, sério.

A minha vontade era gritar pros meninos “quem manda nessa porra sou eu.” Mas sou meiga e tal, então fiquei quieta.

Harry saiu constrangido, seguido pelos meninos que estavam orgulhosos de si.

– Eu posso com isso? – perguntei no microfone e revirei os olhos, arrancando mais gargalhadas.

Enfim, dei continuidade com o show e quando terminou, fui á jato pro camarim, porque né.

– Oque foi isso? – gritei quando cheguei lá. Harry estava em um canto, fingindo mexer no Iphone.

– Calma! – Lou disse com as mãos pro alto (n/a: mãos para o alto, novinho, mãos para o alto novinho!). – A gente queria ajudar.

– Pois bem... – respirei fundo e gritei: - AJUDARAM EM MERDA NENHUMA, SÓ ATRAPALHAM O NADA, PORQUE NÃO EXISTE NADA ENTRE MIM E HARRY.

A cara de Harry se fechou mais ainda, se era possível e os meninos não deram uma palavra. Suspirei, sei que exagerei, mas to cansada. Resolvi ir pra casa, peguei a roupa que usaria pós-show e vesti, sai de lá sem falar com ninguém, só Em e Josh.

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Fui atacada por muitas pessoas e tal, tanto fãs quanto paparazzi, falei com eles e fui até a California Coffee comprar alguma coisa pra beber, pedi um cappuccino e fui até a casa-hotel dos meninos.

Eu tenho uma copia da chave, oque facilita essas coisas. Iriamos dormir aqui mesmo, depois iriamos pro show em outra cidade, depois dali iriamos pra casa, eu acho... Enfim, quero logo que tudo volte ao normal.

Subi, larguei minha bolsa no puf que tem em nosso quarto, deixei o cappuccino na escrivaninha e desabei na cama, literalmente, a cama até fez um barulho estranho. Enfim, Casey estava em casa, fui implicar com ela e me deparei com uma cena estranha, mas que com certeza não me deixou surpresa.

– Eu não quero mais mentir, já tá irritando! – Casey dizia á Gustavo, sim, GUSTAVO, sacudindo uma barriga de plástico na mão.

– Você precisa. Não quer estragar, tudo né? – Gustavo se aproximou dela a beijando, ou seja, tentando fazer a cabeça dela. Nesse momento, eu estava escondida atrás do balcão, pois bem, ESTAVA, porque cai com tudo.

– Ora, ora... Se não é a Meg penetra. – Gustavo sorriu de canto, é bom ele tirar o sorrisinho do rosto.

– É, ora ora se não é o filho da puta. – fiz cara de surpresa, ri e fiquei séria logo em seguida. – Espera que eu guarde segredo? Ops, não!

Ia me virar pra ir embora, mas uma fala dele me surpreendeu.

– Ah, então talvez eu tenha que contar algo que nem você saiba á todos, e quando eu digo todos, é para a mídia.

Fiz o caminho de volta e perguntei.

– Oque? – arqueei a sobrancelha, pode ser só mais uma mentira, só mais uma tentativa de suborno.

– Casey... – Gustavo disse, apontando com a cabeça pra porta, ela saiu bufando. – Então...

Harry POV’s

Cheguei em casa antes dos meninos, ia tentar falar alguma coisa com Meg, ela ficou um pouco chateada com os meninos. Quando cheguei, Casey estava saindo da cozinha batendo os pés e bufando.

– Que foi?

– Melhor não entrar, amor. Gustavo e Meg estão lá e querem privacidade. – ela me deu um selinho e subiu. Quando ela falou aquilo, senti chamas percorrer meu corpo. Que pouca vergonha é essa? Na minha casa?

Entrei em silêncio, com passos leves na cozinha e agachado, pra assim ninguém notar minha presença.

Gustavo estava falando algo pra Meg, em seu ouvido. Sua cara era de espanto, tristeza, e não sei mais oque. Sei que quando ela deixou uma lágrima cair, meu mundo se quebrou. Minha vontade era quebrar a cara do viado.

– Eu vou guardar segredo. – Meg disse e saiu correndo, passou por mim e nem me viu. Legal isso, produção.

Mas pera ai, OQUE ELE HAVIA DITO PRA ELA?